27 de dezembro de 2007

Patriotismo

Numa República, quem é o País?

É o governo do momento? Porque afinal de contas, o governo é apenas um funcionário temporário. Não pode ser a sua prerrogativa que determina o que é certo ou errado, decidir quem é patriota ou não. Sua função é seguir ordens e não dá-las.

Quem, então é o País? são os jornais? a Igreja? Afinal, estas são apenas partes do País, não o todo. Eles não têm comando, mas apenas uma pequena parcela dele.

Em uma monarquia, o Rei e sua família são o País. em uma República é a voz comum do povo. Cada um de vocês, por si só, deve falar com responsabilidade. Trata-se de uma enorme e solene responsabilidade que não deve ser subestimada pela Igreja, Imprensa, Governo ou frases vazias e impactantes dos políticos.

Cada um deve decidir sozinho o que é certo ou errado, qual atitude é patriótica ou não. Não se se pode ignorar tudo isso e ainda ser um homem de honra. Tomar decisões contra as suas convicções significa tornar-se um traidor desqualificado e imperdoável, tanto a si mesmo quanto ao País. Deixe os homens rotulá-lo como quiserem. Se você sozinho, em toda uma nação, decidir tomar um rumo considerado correto de acordo com suas convicções, cumpriu seu dever para consigo e seu País. Erga a cabela. Não há nada de que se envergonhar.

Não importa o que a imprensa, os políticos ou as multidões digam. Não interessa se todo o País decidir que uma coisa é certa e outra, errada. Esta Nação foi fundada em um princípio acima de todos: Nós temos de defender o que acreditamos, não importam as conseqüências. Quando a Multidão e a Imprensa falarem pra você sair do lugar, seu dever é firmar-se como uma árvore ao lado do rio da verdade e dizer pro mundo inteiro...

"Não. Saiam vocês!"

Mark Twain.

3 comentários:

Krol disse...

Esse texto vem esclarecer certas atitudes desumanas que ocorrem em certas épocas da História. Vem a calhar com a nossa conversa sobre o Vlad, o impalador.

Carolina disse...

Infelizmente vivemos em um país cuja ignorância popular é alimentada por aqueles que desejam se manter no poder, dessa forma posam de "messias", quando apenas cumprem parte de seu emprego, cujo "patrão" é o povo. O Brasil é uma empresa acéfala, onde os jogos de poder se sobrepõe ao dever de construir um País justo.
Será possível mudar isso? Não sei mas acho que devemos tentar fazendo nossa parte.

冬天。。。 disse...

Nossa... tenho uma irmã Socióloga e não sabia! "jogos de poder"... ta se puxando hein?