26 de novembro de 2007

Luta de Classes

Durante a adolescência os jovens se identificam com determinados rituais e formam grupos em torno de gostos semelhantes e estilos de vida. Se passarmos na frente de um colégio qualquer, é fácil apontar os nichos sociais que os jovens criam: existem as Patizinhas, o Skatistas, os Surfistinhas...

Se analisarmos a longo prazo, veremos que a maioria destes grupos acaba por se dissolver na medida que seus integrantes amadurecem (ou não)... ou aparentemente evoluem para novas identidades (patis se tornam peruas, surfistinhas viram playboys ou mauricinhos, skatistas em roqueiros ou rebeldes), fora os que acabam oir se mesclar aos padrões convencionais da sociedade.

O que mais me espanta é o fato de que, dentre todas essas classes, existe uma na qual seus membros custam mais para largar velhos hábitos, mostrando uma fidelidade que às vezes dura por muitas décadas: os NERDS. Devido às dificuldades de sociabilização destes indivíduos, apenas recentemente, graças aos adventos da tecnologia (foruns/msn/orkut/emails), eles começaram a se unir de forma efetiva.

Em geral menosprezados pelas demais classes, é dentre os Nerds que surge a maioria dos grandes visionários e descobridores que alteram o curso da história. O que diriam os colegas malandros do então jovem e nerd Bill Gates, quando este não passava de um magricelo leitor de quadrinhos viciado em computação? Pois bem, os Nerds desconhem a verdadeira força que reside em seu interior. Não apenas por serem inovadores, mas por serem um número crescente, a despeito dos preconceitos que sofrem, os Nerds deveriam colocar de lado suas rusgas para fortalecer a classe.

Infelizmente, por serem ferrenhos defensores de seus hábitos, os Nerds raramente estão dispostos a aceitar algo diferente de suas crenças (membros da academia Jedi em geral não convivem harmonicamente com integrantes do conselho da Enterprise e assim por diante). Por mais irônico que pareça, é justamente sua maior qualidade (a fidelidade) que os impede de juntar-se para pôr um fim na opressão que a sociedade os impõe.



O Autor se enxerga como um Nerd do bem, sonha com um mundo onde os nerds sejam livres e possam expressar suas paixões acima as outras comunidades, mas ainda não achou sua verdadeira força.


2 comentários:

Anônimo disse...

os nerds de hoje não são mais esses patetões da década de 80
e dentre todos os grupos, eles são os mais divertidos =P

Carolina disse...

Tu não é nerd. Não vai começar a usar calças sociais centro-peito e óculos fundo de garrafa só porque tu acha que os nerds dominam o mundo.