20 de janeiro de 2008

Homem de Colheres?

Durante minha rotineira lavagem de louça, tive um súbito filosófico: descobri porque não sou um homem de colheres. Primeiramente, cabe explicar: só uso colheres para tomar sopa, ou eventualmente comer sorvete. Arroz, feijão (grãos em geral) e mesmo bolo de festa de aniversário são consumidos com auxílio de garfos... Normalmente quando faço a lavagem da louça, os talheres estão representados harmonicamente em suas categorias... mas hoje, como estou só em casa, praticamente só lavei garfos e facas.


Essa interessante observação me fez pensar qual o verdadeiro motivo de preferir os garfos... Se compararmos o uso de garfos e colheres, percebemos que as últimas tem muito mais contato com a boca durante o consumo dos alimentos. A colher em geral adentra a boca do cidadão por completo, enquanto que o garfo não apresenta o mesmo contato durante o ato, (até mesmo por seu feitio esguio e fino, contrastando com a largura e ampla superfície da colher). Tomando esta análise percebi que de alguma forma talvez seja uma metáfora para personalidade do indivíduo. Não creio que já tenham feito uma pesquisa sobre isso, mas aposto que pessoas mais tensas e introspectivas preferem garfos a colheres, sendo o oposto recíproco. Já pensaram algum psicólogo oferecendo para pessoas: um garfo ou uma colher na hora de comer arroz?


O Autor as vezes se puxa nas viagens, mas garantimos que ele estava sóbrio durante a composição do texto.

2 comentários:

Luiz Zimmer disse...

Velho amigo D...hehehe
Se não bebeu,,,,fumou!! pensei que iria fazer conotações sexuais sobre o que colocar na boca...hahaha! fala sério! mas é bom dar umas viajadas..ou filosofadas,,como preferir!

Termina a ADM e volta pro jornalismo, tá escrevendo como um bom letrado!!


Daniela tb escreve um monte nos coments!! hehehe boa!

grande abraço

Danielle disse...

De primeira olhada, eu pensei que fosse uma coisa profunda. Quando eu li o real conteúdo, achei uma graça inútil. Todavia, do que é feita a vida senão das suas graciosas inutilidades, que quem sabe um dia, terão utilidade?

Mas eu sei daonde veio essa inspiração. Inconscientemente, veio do Henrique! Óbvio, só pode! Um, analisa as pessoas através dos tomates secos; o outro, sob o prisma do uso de talheres. O que vai sobrar pra mim? Análise de perfis psicológicos com base no uso de bebida alcóolica? :P E, pasmem, por intermédio de alguns conhecidos de fama "Bob Esponja caninha quadrada", tomei conhecimento da marca de cachaça TONTURINHA! Sim, assumo que tive um belo ataque de risos!

Bom, Eduardo, eu ligava muito o uso de garfos com ascensão etária (ih, lá vem estória!). Quando criança, mamãe só permitia o uso de colheres (pra não me machucar com o garfo). Quando pude usar garfos, me senti mais madura, 'mais maior de grande', me senti. No final das contas, acho que era ilusão das aparências. Pra mim, usar garfos me dava força pra pensar 'sou grande coisa', e eu até era, mas não devido à permissão do uso de garfos. Não foi significativo, mas foi um "marco". Se bem que é só não ter tendências suicidas (matar-se com um garfo?!) e um pouco de cérebro pra não se matar com essa espécie de apetrecho: ou seja, não é muita glória. Tá, viajei; desembarco aqui.

Sinto-me lisonjeada por ler meus comentários, caro Luiz. Mas, permita-me, é daniELLE, não daniela. :D