19 de fevereiro de 2008

O Valor da tristeza

VALORIZAMOS DEMAIS A FELICIDADE?

Tristeza é um estado de espírito necessário e saudável que deve ser vivido, dizem cada vez mais especialistas.

Preste atenção nos comerciais de televisão. Só há pessoas sorrindo, passeando com a família, confraternizando com os amigos. Elas são felizes, um estado de espírito diretamente relacionado ao sucesso. Mas será que não estão mascarando um sentimento necessário e saudável? Cada vez mais especialistas alertam para a importância das emoções negativas

Acham que SIM

O padrão de felicidade começou a ser questionado nos anos 1990 com o surgimento da chamada psicologia positiva, uma vertente de estudos sobre o bem-estar que leva em conta os processos de superação de adversidades e a capacidade de adaptação a situações ruins. Para essa modalidade de psicologia a busca incessante pela felicidade pode ser uma patologia tão grave quanto estados profundos de depressão, diz a revista Newsweek.

De lá para cá surgiram cada vez mais obras sobre o tema. O livro The Loss of Sadness: How Psychiatry Transformed Normal Sorrow into Depressive Disorder (A Perda da Tristeza: Como a Psiquiatria Transformou um Sentimento Normal em Distúrbio Depressivo), best-seller nos Estados Unidos, oferece um exemplo afeito a todo mundo: depois de uma decepção amorosa a pessoa deve, sim, curtir uma fossa, e não apelar para remédios como o Prozac.

“Emoções negativas ajudam a organizar os pensamentos”, disse Ed Diener, psicólogo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, à revista Time. A tristeza torna as pessoas mais analíticas, críticas e inovadoras. Em estudo sobre o tema publicado na revista Perspectives on Psychological Science, Diener analisou o comportamento de 193 voluntários. Os profissionais que se consideravam mais felizes estavam acomodados. A felicidade também era proporcional ao baixo desempenho entre os estudantes. Ou seja: a felicidade pode anestesiar.

Um derradeiro argumento: o que seria de gênios como Beethoven, Van Gogh e Emily Dickinson sem um bocado de desilusões? E Vinicius de Moraes e Tom Jobim, para quem “tristeza não tem fim, felicidade sim”? “Por que todas as eminências em filosofia, política, poesia e artes carregam tanta melancolia?”, diz um clássico texto grego atribuído a Aristóteles.

Acham que NÃO


Quem não quer ser feliz? Até os monges budistas, que enfrentam suplícios com placidez, querem um sorriso a mais. Com a meditação eles conseguem mudar as conexões dos neurotransmissores e, assim, enxergar o mundo sob um prisma positivo. A felicidade é tão essencial que virou campo de estudo científico. Na década de 1950 os psicólogos canadenses James Olds e Peter Milner descobriram a ação da dopamina, substância que auxilia na transmissão de sensações agradáveis no cérebro, diz a BBC. Os estudos mais recentes estão focados no córtex obifrontal, região do cérebro relacionada ao prazer.

Mesmo com a profusão de livros com novo enfoque sobre o humor do ser humano, os critérios científicos ainda consideram a tristeza profunda uma patologia. Apresentar insônia, dificuldade de concentração e tristeza por mais de duas semanas é considerado sinal de desordem mental (DSM, na sigla em inglês), de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria.

A felicidade pode ser medida. O psicólogo Adrian White, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, organizou o primeiro mapa da felicidade do mundo. Para isso utilizou respostas de 80 mil pessoas de 178 países. O primeiro colocado foi Dinamarca, seguido de Suíça e Áustria. O Brasil ficou em 81º. Conclusão: saúde, riqueza e educação são determinantes para a felicidade – nunca é demais tê-la, não há exagero.

A felicidade tem até preço. Uma pesquisa do Instituto de Educação da Universidade de Londres, na Inglaterra, calculou quanto valem atos cotidianos que determinam a felicidade. Casar-se é tão prazeroso quanto ganhar cinco vezes a média da renda anual dos entrevistados - R$ 200 mil no total. Já uma separação tem um gosto tão amargo quanto perder 14 vezes a renda do ano, ou R$ 550 mil. O estudo saiu no Journal of Socio-Economics.

Fonte: revista da semana, 11 de fevereiro de 2008.

http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/23/polemica/materia_polemica_269723.shtml

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Quando li este artigo, não pude resistir à vontade de postá-lo na íntegra. Sei que não é meu caso, mas não apenas vejo que pode ajudar algumas pessoas, como levanta uma polêmica interessante. Estou curioso para saber as opiniões dos leitores (que tenho certeza não comentarão o post anterior, mas espero que compensem neste aqui...). Antes que me perguntem, SIM a felicidade é importante, sabem os Deuses como sinto falta dela e NÃO, ela não deve ser uma meta e sim uma conseqüência, assim como não devemos confundir tristeza (mesmo que prolongada) com depressão.

Tópicos relacionados:

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- Aparente Felicidade

O Autor permanece morto por dentro, mas com cheirinho bom, ok?


5 comentários:

Anônimo disse...

se o autor estivesse "morto por dentro", não se preocuparia com isso :)

Danielle disse...

Pra mim, a tristeza é uma fase de reflexão dos valores que temos. Na minah fase pós-namoro, refleti e aprendi muito, apesar de 'sofrer'. Sofrer também nos torna fortes, resistentes a dores maiores. Se a felicidade anestesia, a tristeza mostra que a vida não é mar de rosas e, pelo menos a mim, tornou-me mais crítica e desacomodada.

Não li a opinião dos que 'acham que NÃO'. Vou ler depois, o tempo da LAN é curto e eu prefiro refletir sobre isso sem pressão, para q nao hajam conclusões precipitadas.

Não posso deixar de comentar um certo sentimento hostil que brotou em mim agora. Comentei nos teus posts anteriores, apesar de não teres comentado no meu(portanto, LEIA). Aliás, poderias ter feito referência ao meu post sobre Felicidade, visto que várias vezes já ressaltei em meus posts os teus antigos. ¬¬' É, eu prefiro expor possíveis mal-entendidos (apesar de daqui a meia hora eu achar meio bobo isso) a guardá-los pra mim. Não leve a mal.

Por incrível que pareça, já estou com saudade de todos vocês do RH! :P

Krol disse...

O autor diz q sente falta da felicidade, mas ela está presente diariamente na sua vida: em casa, com os colegas(mesmo esses malas aki da PGE) e com os amigos. Talvez ainda não tenhas conhecido a felicidade do amor entre duas pessoas, mas ela chegará um dia. Podes ter certeza. Observa mais o teu cotidiano e aproveita cada minutinho das alegrias q ele te proporciona. Isso é felicidade! Um bjão Edu.

Carolzinha disse...

Oiiieee estou aki de novo, apesar do meu irmão tah aki do meu lado me apressando, eu vou comentar.
Estado de tristeza é normal e em algumas situações como no final de um relacionamento, é até saudável.
É uma forma de esgotar o sentimento que ainda resta.
Quanto à depressão, acredito que algumas pessoas devido a distúrbios físicos, realmente tenham uma propensão maior a tê-la, mas viver triste, achando que a vida tah te devendo alguma coisa, é pura perda de tempo. São pessoas egoistas, que não enxergam o sofrimento alheio e acham que o mundo tem que girar em torno delas. Qdo vêem que isso não acontece sentem-se depressivos.
Se preocupam-se em ajudar quem precisa mais que elas não teriam tanto tempo pra se sentitirem coitadinhos.
PS: Não entendi o que quer dizer " o autor estah morto por dentro"?
Bjs

Anônimo disse...

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